Introdução

Enquanto cidadão ainda desculpo poderem existir dúvidas acerca da vacinação e são os organismos nacionais e internacionais os principais responsáveis da má comunicação. É quando oiço desinformação vinda da impressa e pior ainda de técnicos envolvidos na área da saúde que já não consigo desculpar.
Se as vacinas são perfeitas ? Não. Se podiam ser melhor ? Claro. Mas quando se trata de milhões de vidas e que o jogo reside entre riscos e benefícios não há duvidas possíveis a ter. Vivemos em sociedade, pelo melhor e pelo pior.

Tentei guardar um tom leve neste artigo, sem demasiados números, que vou manter atualizado em função das futuras e certas barbaridades que irei ouvir.

As vacinas não são eficazes a 100%

Nem os airbags, nem o cinto de segurança, baseando-se nesta informação faça o que achar melhor.

Vacinar os bebés

Sem justificação ouvem-se inúmeras vezes que o recém nascido não precisa de ajuda exterior, que consegue criar as suas próprias defesas, mas isso é completamente mentira.
Ele não está preparado a defender-se contra a maioria dos patogénicos apesar dos anticorpos da mãe o protegeram em parte. Quando se trata da vacinação não se fala em doenças ligeiras, de facto mais uma criança será exposta ao mundo exterior e maior serão as suas defesas, mas as doenças alvo das vacinas eram responsáveis há não muitas décadas da morte de uma em cada duas pessoas, mortes agora evitadas graças à vacinação.

A escola obriga a vacinação

É bom saber que as instituições se asseguram da segurança de todas as crianças. É muitas vezes usada a seguinte analogia : está um grupo de pessoas à chuva, cada um ao abrigo debaixo do seu chapéu de chuva, se uma pessoa desse grupo não tiver chapéu consegue à mesma não se molhar protegido pelo grupo; quando se trata da vacinação é igual.
Há crianças, por razões de saúde ou por não terem idade suficiente, que não são vacinadas. Ao conviveram com pessoas que foram vacinadas não correm grande perigo, estão ao abrigo da chuva. Se cada vez mais pessoas, adultas e crianças, não forem vacinadas, haverá menos e menos chapéus de chuva, e dessa forma as doenças voltarão a espalhar-se, levando com elas não só quem não foi vacinado por escolha mas também quem não a teve.

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Alumínio

O alumínio contido nas vacinas é usado como adjuvante e permite aumentar o efeito da resposta imunológico. Cada vacina contém no máximo 0,85 mg, e desde 2006, segundo a OMS, a dose de alumínio tolerável é de 7,1 mg/dia.
Através da alimentação ingerimos em média entre 1,6 e 13 mg por dia (1); ou seja, o alumínio contido nas vacinas é só mais uma gota diluida no mar.

Para acabar com a vacinação, vacine-se !

Para quem não sabe, a varíola é visualmente isto (e fui bonzinho em escolher esta fotografia) :

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Já ninguém é vacinado contra a varíola por ser uma doença considerada erradicada desde 1980 pela OMS. Ao recusar a vacinação só estamos a adiar a erradicação de muitas doenças : difteria, sarampo, rubéola, etc, e assim a prolongar as campanhas de vacinação.

Vacinas homeopáticas !

Digo um grande sim se as seguintes condições forem cumpridas :

Adicionado em outubro 2017

Vacinados VS não vacinados

Crianças não vacinadas têm mais saúde do que as outras; sabe quem diz isso? Adivinhe.
Há um estudo que andou por aí e que é muita vez utilizado por essas pessoas. Supostamente, concluiu que as crianças não vacinadas são mais saudáveis(2). Os problemas desse estudo são os seguintes : foi realizado ao telefone com mães de 666 crianças entre 6-12 anos que seguem uma educação escolar em casa. 261 não foram vacinados, 405 vacinados e dos quais 197 tiveram as vacinas todas. Por ter sido feito ao telefone com as mães faz com que os dados não sejam de confiança, são demasiado subjetivos e não há forma de os validar. Para ser bem feito deviam ter usados o registo médico das crianças.
Para o estudo ser credível e ser publicado numa revista tem de ser verificado por pessoas que percebem da coisa (peer review = revisão por pares), neste estudo nem foi o caso. Seria expetável epidemiologistas reverem a metodologia e os resultados, aqui o único a fazê-lo foi um quiroprático; seria como pedir a um contabilista de fazer a revisão do carro, não faz sentido. Foi por isso que a revista Frontiers, que era para publicar o estudo não o fez. Eles justificam essa rejeição não porque o estudo é mau, muito mau, mas porque assustaram a "indústria das vacinas" ! (3) O autor do estudo, Mawson, pagou então ao Journal of Translational Science para ser publicado. Coisa que os autores nunca fazem para não dar cabo da carreira.
Outra coisa engraçada é saber quem pagou o estudo. As pessoas que usam este estudo são as primeiras a gritar que os estudos são pagos pela Big Pharma (industria farmacêutica); portanto aqui foi a General Rescue, Inc.,(4) e a Children’s Medical Safety Research Institute (CMSRI)(5), dois grupos claramente posicionados anti-vacinação. Ao meu ver não é este ponto que retira a possível credibilidade do estudo, há sempre alguém que tem de pagar, mas acho muito engraçado fazerem igual a quem eles estão constantemente a criticar.

Ao contrario, vários estudos apontam para efeitos positivos (além de não morrer da doença infeciosa em si, como é obvio) :

  • um estudo alemão mostra menos asma nas crianças vacinadas que não vacinadas(6)
  • um estudo realizado nas filipinas mostra resultados aumentados em testes cognitivos nos vacinados(7)
  • uma metanálise mostra que a vacinação reduz de metade o risco de síndrome de morte súbita infantil(8)
  • outra metanálise mostra que o uso da vacina contra a gripe foi associado a um risco menor de eventos cardiovasculares(9)
  • outro estudo alemão com 13 453 crianças e adolescentes mostra que a prevalência de alergias e infeções não especificas é igual entre os vacinados e os não vacinados.(10)

Repito-me : as crianças não vacinadas só não morrem das doenças por estarem ao abrigo das outras pessoas vacinadas.

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